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M. Veloso

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Este Blog é desenvolvido para informações sobretudo do andamento de missões do jogo Bridge Commander on line, e sobre o espírito de Jornada nas Estrelas.
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USS ORBITER / NCC 10955-A / Sovereign Class Starship

Capitão da USS Orbiter-A / TENENTE da FFESP-SPSF

Stewart e o filme

Patrick Stewart avalia filme Star Trek

Por Ralph Pinheiro | 12 junho, 2009

patrick stewartO site Yorkshire Post publicou uma entrevista com o ator de A Nova Geração, Patrick Stewart (capitão Picard) que assistiu ao filme Star Trek e deu sua opinião sobre o que achou dessa nova roupagem da franquia, sob o comando de J. J. Abrams. Stewart ainda falou sobre o desempenho de Chris Pine como James T. Kirk.

“Ontem, eu levei meus netos para ver o novo filme Star Trek. Havia três trailers de outros filmes, um para o novo Exterminador, outro para o novo Harry Potter e um para um desenho animado da Pixar”, disse Stewart, “Todos os trailers pareciam semelhantes. Cheio de níveis de ruído padronizados, violência e efeitos especiais e eu pensava comigo: - Meu Deus, nada disso poderia atrair-me para qualquer um destes filmes”.

“Eu adoro desenhos animados, e adoro especialmente os da Pixar, mas cansei de padronização. Eu não sei o que aconteceu … mas é melhor não continuar (a comentar), nunca se sabe, eles podem querer lançar-me em um deles”.

Sobre Star Trek disse o ator, “Eu amei. Fiquei absolutamente apaixonado. Foi uma experiência muito, muito estranha, de estar no cinema assistindo a um novo filme de Jornada, o qual eu não estava lá. Não apenas isso, mas com a exceção de Leonard Nimoy, eu não conheço ninguém do elenco … mas, é Star Trek. Eles tomaram algumas decisões bastante inovadoras, mas isso é absolutamente essencial. Eu pulei fora dela”.

Ele falou também a respeito da atuação de Chris Pine, ”Ele é brilhante. É charmoso, verdadeiro, engraçado e absolutamente prazeroso”.

Patrick Stewart atualmente está trabalhando na peça teatral Waiting for Godot, em Londres.

Fonte: TrekWeb

Críticas e opinião

Star Trek: mais que cinema-pipoca

Por Luiz Felipe | 13 maio, 2009

startrek_19Jornada nas Estrelas já foi grande. Gozou de prestígio do público e crítica. Criou novos padrões para a televisão. Gerou milhões de fãs em vários países. Tudo isso quase foi perdido nos últimos 10 anos. Mas agora, Jornada nas Estrelas voltou a ser grande.

O dia da estréia do novo filme, 8 de maio de 2009, finalmente chegou e agora podemos degustar essa nova amostra de Jornada nas Estrelas na telona.

Embora eu tenha visto o filme na estreia, logo no dia 8 de maio, preferi aguardar passar a “ressaca” para escrever essa resenha. Por experiência própria em outros filmes anteriores que analisei, principalmente os da nova trilogia Star Wars, é fato que o hype e a empolgação inicial ofuscam a clareza de pensamento e contaminam o texto. Como exemplo, em momento que melhor descrevo como um surto psicótico, escrevi elogios e maravilhas sobre o Episódio II, “O Ataque dos Clones”; hoje eu jogaria pedras.

Voltando ao Star Trek, passada essa fase inicial de poucos dias, posso afirmar com a mais absoluta certeza de que gostei muito do vi. Era o filme que eu esperava. O diretor, J.J. Abrams, entregou um produto divertido, dinâmico e com um certo conteúdo que o diferencia de outros filmes-pipoca mais recentes.

Nunca exigi que o novo Star Trek fosse espetacular, mas pelo menos muito divertido e fiel às suas raízes. É e esse o filme que eu vi.

Não vou me ater muito no roteiro e na história, porque grande parte dos fãs aqui leitores certamente já assistiram o filme. Mais importante, as resenhas anteriores dos demais colegas do Trek Brasilis, Salvador Nogueira, Leandro Martins e Fernando Penteriche, já fizeram um excelente trabalho de cobertura do filme.

Apenas ressalto aqui o fato do roteiro, embora muito simples, funciona quase com perfeição. Em resumo, o vilão Nero e o Spock original, intepretado por Leonard Nimoy, voltam no tempo por acidente, 126 anos antes. Nero chega primeiro e, durante um ataque à primeira nave da Federação que aparece, a USS Kelvin, seu capitão é morto e o primeiro oficial, George Kirk, assume o comando pelo tempo suficiente para evacuar a nave e salvar os sobreviventes, dentre eles sua esposa no momento do parto do seu filho, James T. Kirk. George morre. A partir desse momento a linha do tempo é alterada e surge uma realidade alternativa, preservando o que já aconteceu nos filmes anteriores, mas estabelecendo essa nova realidade alternativa, o que abre o leque para novas interessantes possibilidades futuras.

O filme, após essa introdução inicial, passa a intercalar a infância de Kirk e Spock e como ambos optaram por ingressar na Frota Estelar. Lá o filme apresenta aos poucos os demais personagens (McCoy, Uhura, Sulu, Checov e Scotty) e como se unem durante a primeira viagem da Enterprise, para combater o vilão Nero e salvar o planeta Terra.

J.J. Abrams acertou em cheio na direção rápida, mantendo o filme ágil e divertido durante seus 126 minutos, que passam num piscar de olhos, sem cansar. A melhor descrição é de uma montanha russa de emoções. Tudo isso sem perder de foco os personagens, justamente a “alma” da Série Clássica.

A química entre os atores funciona que é uma maravilha e é evidente na tela que todos estão curtindo muito os papéis que lhe foram entregues.

O famoso triunvirato, Kirk, Spock e McCoy ficou perfeito na interpretação de, respectivamente, Chris Pine, Zachary Quinto e Karl Urban.

Kirk é o personagem principal do filme e, em função disso, Chris Pine está praticamente em todas as cenas. O grande macete é mostrar, de forma verossímil, como Kirk, um jovem desajustado do interior dos EUA, resolve se alistar na Frota Estelar apôs um sermão do capitão Pike (um grande momento do filme) e, após três anos, se mostrar um líder nato, pró-ativo, como o antigo Kirk que conhecemos. É o crescimento interior desse personagem que alicerça o filme. Ao final, Pine personifica a figura do capitão da Enterprise, sem emular os trejeitos do William Shatner. Ponto positivo.

Quinto está ótimo como Spock, mas sentimos falta daquela postura de nobreza que Leonard Nimoy conseguiu impor ao personagem. As comparações são inevitáveis ainda mais porque o próprio Nimoy está no filme, interpretando o Spock já idoso, e sua presença é majestosa.

Karl Urban é um assombro como McCoy. É o único que efetivamente emula o ator original que interpretou o mesmo personagem, DeForest Kelley. A perfeição é incrível, principalmente porque não se trata de uma simples cópia de atuação, mas sim uma homenagem digna de aplausos. Por isso, é o meu personagem preferido no filme.

Os demais atores que intepretam Uhura, Chekov, Sulu, Scotty estão ótimos e, ainda que não se pareçam fisicamente com os atores originais, conseguem atribuir a necessária caracterização para torná-los mais reais, mais humanos, mas perder as qualidades que conhecemos e adoramos nesses personagens.

Eric Bana é o ator menos aproveitado. Interpreta o vilão Nero, que busca vingança pela destruição, no futuro, do seu planeta natal, Romulus. O problema é que Nero tem apenas umas quatro ou cinco cenas e o roteiro se preocupa mais em estabelecer seu papel vingativo do que suas motivações. Em uma cena de flashback é explicado rapidamente porque busca vingança, mas é tudo muito apressado e sem a exposição necessária. É um vilão que serve ao propósito do filme, mas poderia ser muito melhor.

Quanto à produção do filme em si, é simplesmente espetacular. Os efeitos especiais são excelentes.

A minha única ressalva nesse ponto é a própria Enterprise. Eu gostei muito do novo design da nave e de sua nova ponte de comando. Tudo muito moderno e com alguns itens reminescentes da Série Clássica. Mas considero que faltou capricho nas demais áreas. A engenharia, por exemplo não possui um desenho muito bem definido e tem visual muito poluído (cheio de tanques, encanamentos, tubulações etc), o que contradiz o aspecto mais “clean” de outras seções da nave.

Também senti falta de algumas tomadas espaciais a mais da Enterprise. Não tanto como fizeram no primeiro filme para o cinema (Jornada nas Estrelas: O Filme, de 1979), mas um meio termo seria apropriado.

A trilha sonora de Michael Giacchino é muito boa, mas faltou um tema de destaque. Aliás, curioso que essa é uma das características que está se perdendo nas trilhas sonoras atuais. Filmes como Batman, Homem de Ferro, Homem-Aranha, etc, não possuem nenhum tema musical marcante, daquelas que ficam na nossa cabeça dias e dias após assistirmos o filme. A última trilha que me marcou de verdade foi a da trilogia Senhor dos Anéis. Depois disso, difícil me lembrar de outra com a mesma qualidade.

Da mesma forma, após assistir ao novo Star Trek, a única música que ficou comigo é a dos créditos finais que, aliás, não é do Michael Giacchino, mas sim do Alexander Courage, justamente a música de abertura da Série Clássica dos anos 60. Nada como música clássica!

Mas não sejamos muito críticos com essas questões, pois o filme tem tantos pontos positivos que não é justo criticar em demasia. São 126 minutos de pura emoção e aventura, que prende não só o fã como o público em geral. A excelente bilheteria inicial do filme já atesta esse fato e o absoluto sucesso financeiro do filme.

Um ponto controvertido e que poderia trazer problemas para os roteiristas é a tal “linha do tempo alternativa” criada pelo vilão Nero ao voltar ao passado e destruir a nave Kelvin. Muitos fãs criticaram muito essa jogada do roteiro, pois comprometia uma premissa do filme: como os personagens se conheceram e começaram a trabalhar em equipe.

Verdade, se é uma linha do tempo alternativa, assistimos no filme uma outra realidade, talvez diferente da original, pelo qual os personagens se encontraram de forma totalmente diferente. Mas enxergo por outro aspecto. O roteiro do filme atesta que é o destino que uniu a tripulação da Enterprise, independentemente das motivações e circunstâncias que colocaram cada personagem no seu devido lugar na ponte da Enterprise. Ou seja, essas pessoas estavam predestinadas a trabalharem juntas e salvarem a Terra e o Universo. Achei muito bacana esse lance do roteiro.

Ademais, a participação do Spock original na trama, interpretado por Leonard Nimoy, é um instrumento engenhoso para validar essa história de linha do tempo alternativa. Para os não-fãs, que não conhecem a história original da série, o filme marca um ponto inicial, que não se prende muito ao que foi estabelecido pela cronologia original. Já para os fãs, a presença do Spock original demonstra a continuidade, pois o personagem veio do futuro e presenciou todas as aventuras que assistimos desde sua primeira aparição no episódio piloto The Cage. Inclusive, o fato do personagem estar no filme e lembrar desses eventos, comprova que a cronologia original está intacta, sem modificações e que a nova linha do tempo introduzida com esse filme é alternativa, não modificativa. Assim, os eventos que conhecemos da série original, podem ou não ocorrerem da forma como vimos.

Como diria o próprio Spock, “sempre há possibilidades”.

Em suma, um grande filme e um novo começo mais do que merecedor para a série Jornada nas Estrelas. Que tenha vida longa e prosperidade.

Prós: grande diversão, ótimo elenco, excelentes efeitos especiais, muita aventura e ação de tirar o fólego, somado com um conteúdo que estava em falta nos últimos blockbusters.

Contras: roteiro simples; vilão com pouco desenvolvimento; a participação do Leonard Nimoy poderia ser maior; ter que esperar mais alguns anos pelo próximo filme.

Nota final: 8.0 de 10.

É um ótima nota para os meus preceitos. Acima de 8 eu começo a colocar filmes como Cidadão Kane, Lawrence na Arábia, Os Sete Samurais… e Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan (ainda imbatível).

Fonte: TB

Comentários da estréia

Que já fique claro: Star Trek é um excelente filme

Por Leandro Martins | 8 maio 2009

trek_posterMuitos e muitos meses atrás, quando foi anunciado o projeto de Star Trek e a produção foi iniciada, meu comentário pessoal de expectativa se resumia em basicamente o seguinte. Mesmo que o canon fosse alterado com mudanças internas no universo fictício de Jornada, e se criasse uma nova cronologia ao reescrever a história deste universo fictício… se o resultado final for um bom filme, com uma boa direção, produção e roteiro, e bem atuado e focar nos personagens clássicos, que preserve a essência da tradição de Jornada nas Estrelas, então teríamos um filme vencedor. Foi exatamente o que aconteceu.

Eu não vou realmente fazer uma looonga crítica para me atentar a detalhes de cronologia, tecnologia, e outros fatores técnicos ou internos do universo fictício de Jornada nas Estrelas — isto tudo é coisa que eu intenciono discutir em vindouros artigos para o TB, focando em determinados temas de cada vez (um destes já na boca do forno, a propósito). Por ora, vou me ater ao essencial, na Experiência Cinematográfica como um todo.

O que se destaca? As atuações do elenco são o melhor — os personagens clássicos reaparecem na tela de uma forma ao mesmo tempo familiar e inovadora, e podemos ir descobrindo (a nova maneira de) como vieram a ser a máquina bem azeitada que faria deste um dos grupos de personagens mais memoráveis da história. Zachary Quinto como Spock e Karl Urban como McCoy são os melhores, mas todos os demais estão muito bem, de Pine a Yelchin. E Zoe Saldana se destacou como uma Uhura a qual eu gostaria que Nichelle Nichols tivessem tido maiores chances de ter feito do mesmo jeito. Mas enfim. Usos de drama, humor e desenvolvimento de personagens ocorrem de maneira bem satisfatória, nos momentos certos.

Se algum dos elementos básicos pudesse ser considerado como fraco, talvez seria o caso da trama, escrita por Roberto Orci e Alex Kurtzman, que pelo valor da face não parecia ser tão interessante. Ainda assim, ela não compromete em nada — nem um pouco complicada, ela na realidade é muito mais simples do que qualquer prévia deixou a entender e flui muito bem. E Eric Bana faz Nero servir à esta trama muito bem. E de qualquer forma isto é algo acadêmico, pois o filme é claramente orientado a personagens ao invés de trama, e ser orientado aos seus personagens é o que importa.

Mas haveria alguns aspectos mais específicos que eu não tenha gostado? Realmente não, pois qualquer coisa que poderia ser considerado assim, bem como as inevitáveis conveniências de roteiro, foi tudo no tom de “Bem, eu teria feito este detalhe diferente” do que um “zomg droga que besteira erro mimimi”. A direção como um todo por Abrams me pareceu muito boa e manteve o filme em um ótimo ritmo, sem cansar mas também sem sufocar. A trilha por Michael Giacchino tem a mesma forte personalidade da Série Original e os efeitos visuais são ótimos, sem dúvida.

E tudo aquilo que realmente faz de Jornada nas Estrelas tão especial está lá. Jornada nas Estrelas tem que inspirar o aperfeiçoamento do indivíduo, a construção de uma sociedade justa, a busca do conhecimento, a aplicação do método científico, a exploração do espaço e todo este jazz, e não querer forçar estes conceitos garganta abaixo com pregação pretenciosa e/ou tecnobable pseudointeligente. A Série Original inspirava corretamente o que listei acima com seu entusiasmo e otimismo, e é o que ocorre aqui novamente. Não se precisa pedir mais nada no campo de proteção do valioso legado da franquia criada por Gene Roddenberry.

Cena após cena, as simples emoções que TOS me fazia ter com isto tudo vinham novamente à flor da pele. E os detalhes dos sons, dos visuais, da ambientação como um todo, da ótima atuação de Leonard Nimoy, da Enterprise surgindo como um farol de esperança quando as chances estavam contra eles e a situação parecia desesperadora. Isto parece bem divertido, como já discutiram antes comandantes anteriores desta unidade da Frota Estelar. E foi.

As referências são inúmeras, e todas inseridas bem no estilo que gosto — eu tenho a impressão que até Futurama teve um par de pequenas homenagens inseridas, e até vários 47 estão espalhados por todo lado, juntamente com diversas outras homenagens. Mas não se pegue demais nisto em detrimento de aproveitar o filme. Aprecie toda a excelente experiência cinematográfica que resgata novamente tudo aquilo que nos fez adorar esta grande franquia de ficção-cientifica em primeiro lugar.

Seguindo a tradicional escala do TB, a fita fica com sólidos 4 em 4, merecidos. E agora, vamos para a sequência…!

a USS ORBITER estará lá...

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